Suspeito de matar mototaxista é morto em confronto com a Rotam

Izaque da Silva Galvão era investigado pela morte do mototaxista Allax Mineiro e por outros dois homicídios
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Um dos homens investigados pela participação no assassinato brutal do mototaxista Allax Mineiro, de 25 anos, foi morto na noite desta terça-feira (29) durante uma troca de tiros com policiais da Rotam, em Laranjal do Jari, no sul do Amapá.

Iraque da Silva Galvão, de 28 anos, era apontado pela polícia como integrante de uma facção criminosa e investigado em pelo menos dois homicídios. Segundo as forças de segurança, a arma que ele teria usado contra os policiais durante a abordagem seria a mesma utilizada no assassinato de Allax.

O confronto aconteceu durante uma operação de enfrentamento ao crime organizado realizada na região. Conforme a polícia, Iraque reagiu à abordagem e atirou contra os militares. Houve revide e o suspeito foi atingido.

O delegado responsável pela investigação do assassinato de Allax confirmou que pelo menos dois criminosos participaram do homicídio. A principal linha investigativa aponta que o crime teria sido motivado pela guerra entre facções criminosas.

Arma exibida pelo suspeito nas redes sociais. Imagens: reprodução

Allax Mineiro foi encontrado morto na manhã do dia 26, às margens de um ramal de Laranjal do Jari. O corpo apresentava várias marcas de tiros e estava com as mãos amarradas para trás.
De acordo com informações repassadas às forças de segurança, o mototaxista havia sido levado à força na sexta-feira (25). Relatos obtidos pela polícia apontaram que criminosos armados teriam colocado a vítima dentro de um táxi e seguido para um local afastado, onde o assassinato teria ocorrido.

Durante as buscas pelo filho, o pai de Allax chegou a gravar um vídeo fazendo um apelo aos possíveis sequestradores para que informassem onde o jovem estava.

“Se vocês mataram ele, pelo menos me dê a chance de enterrar meu filho. Me dá um sinal por onde tá. Ele tem filho pequeno, a família toda tá atrás, os amigos dele, todo mundo.”

Segundo uma fonte da Polícia Militar, as equipes de segurança permaneceram mobilizadas desde a sexta-feira para tentar prender os suspeitos.

A polícia Civil continua trabalhando para identificar e localizar os demais envolvidos no crime.

Seles Nafes
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