Macapá (AP)
Um caso bizarro chocou funcionários do Hospital da Criança, em Macapá. Um menino de apenas 11 anos está internado em estado gravíssimo na UTI devido a complicações de uma infecção sexualmente transmissível (IST) repassada durante um estupro. O caso levou à prisão preventiva o primo da criança, de 27 anos, nesta terça-feira (3), no bairro Buritizal, na zona sul da capital.
O caso começou a ser investigado pela Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra Criança e Adolescente (DERCCA) depois que a mãe procurou a polícia para denunciar a violência. De acordo com informações levantadas pelos investigadores, os abusos teriam ocorrido quando o menino estava sob os cuidados de familiares na casa onde o suspeito mora.
Um dos pontos mais graves da investigação é a informação de que a criança já havia contado a familiares sobre os abusos, mas nenhuma medida teria sido adotada para interromper a violência. Mesmo com a saúde comprometida e durante o período de internação, o menino voltou a identificar o primo como responsável pelos atos investigados.
Pulmões comprometidos
O estado de saúde da vítima também preocupa os investigadores. A criança apresenta uma infecção pulmonar agravada por uma IST que, conforme a suspeita investigada, pode ter sido transmitida durante a violência sexual.

Pronto Atendimento do HCA, em Macapá. Foto: Arquivo/SN
O menino permanece sob cuidados intensivos no Hospital da Criança e do Adolescente. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o agente infeccioso nem sobre o atual estado clínico da vítima.
Com base nos elementos reunidos, o delegado responsável solicitou à Justiça a prisão preventiva do primo. O mandado foi cumprido por agentes da Dercca na residência do suspeito, no Buritizal. Após a captura, ele foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil também chamou atenção para a necessidade de comunicar imediatamente qualquer suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes. Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil ou ao Disque 100.

