Por OLHO DE BOTO, de Santana (AP)
Leandro Amoras da Silva, conhecido como “Orelha”, de 20 anos, apontado pela polícia como integrante de um grupo criminoso que filmava sessões de tortura e execuções de desafetos, morreu durante uma troca de tiros com policiais da Companhia de Choque do Batalhão de Operações Especiais (Bope), na noite desta sexta-feira (6), na Baixada do Ambrósio, em Santana, a 17 quilômetros de Macapá.
Segundo o comandante do Bope, tenente-coronel Wilkison Santana, a equipe realizava patrulhamento na região quando identificou Leandro, que já era conhecido das forças de segurança. Ao perceber a aproximação dos policiais, o suspeito teria tentado fugir. O acompanhamento terminou em uma residência, onde, de acordo com a versão policial, ele teria atirado contra os militares, que revidaram.

Criminoso estava em liberdade provisória. Fotos: Olho de Boto/Portal SN
De acordo com o comandante, apesar da pouca idade, Orelha acumulava uma extensa ficha criminal, já havia passado pelo Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) e estava em liberdade provisória. Entre os crimes atribuídos a ele estão pelo menos quatro homicídios, roubos à mão armada, tráfico de drogas, violência contra a mulher e tortura.
O histórico policial também inclui uma ocorrência registrada em 2021, quando Leandro teria feito pessoas reféns durante uma tentativa de assalto a um restaurante no município de Mazagão. Na ocasião, a situação exigiu uma operação de gerenciamento de crise por parte das forças de segurança.

Um dos crimes foi assalto com reféns num restaurante de Mazagão
O tenente-coronel Wilkison Santana afirmou ainda que o suspeito costumava divulgar nas redes sociais vídeos em que aparecia torturando e executando desafetos. Nas gravações, segundo a polícia, Leandro contava com a participação de comparsas, que ajudavam a imobilizar as vítimas e exibiam armas durante as ações criminosas.
Após o confronto, os policiais encontraram, na residência onde Leandro morava, roupas que podem ter sido utilizadas nas gravações de crimes atribuídos ao grupo. O material deverá ser analisado pela Polícia Civil, que já mantém contato com o Bope para dar continuidade às investigações e identificar possíveis envolvidos.
O comandante também relatou que moradores acompanharam a movimentação policial e demonstraram alívio ao saber da morte do suspeito. Segundo ele, a violência atribuída a Leandro representava uma ameaça à população de Santana, especialmente pelos episódios de tortura e homicídios investigados pelas autoridades.

