Jovem que prestava serviços em escola de Macapá é executado a tiros

Alan Cezar Gama Pereira, de 19 anos, trabalhava com manutenção de centrais de ar-condicionado; polícia ainda desconhece a motivação do crime
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Um jovem que trabalhava com manutenção de centrais de ar-condicionado foi executado a tiros na tarde desta segunda-feira (19), no bairro Novo Buritizal, zona sul de Macapá. Alan Cezar Gama Pereira, de 19 anos, era morador do Mucajá e prestava serviços na Unidade Descentralizada de Execução (UDE) da Escola Lauro Chaves. Segundo familiares e colegas de trabalho, ele não tinha envolvimento com atividades criminosas.

O homicídio ocorreu por volta das 16h, na Rua Raul Monteiro Valdez. De acordo com o tenente Costa Júnior, do 1º Batalhão da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) após denúncias de disparos de arma de fogo e de um homem caído na via pública.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram o jovem caído ao lado da própria motocicleta. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe constatou a morte ainda no local.

Alan foi morto ao lado da motocicleta. Fotos: Olho de Boto/Portal SN

Testemunhas relataram ter ouvido o barulho de uma motocicleta chegando e, logo em seguida, uma sequência de tiros. Até o momento, não há informações sobre quantos criminosos participaram do ataque nem sobre a forma como fugiram.

O celular, a carteira porta-cédulas e as joias da vítima foram encontrados próximos ao corpo. Como nenhum pertence foi levado, a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, perdeu força.

A diretora da Escola Lauro Chaves esteve no local e confirmou que o jovem prestava serviços à instituição. Familiares também informaram à polícia que ele não tinha antecedentes criminais.

Pertences da vítima foram encontrados ao lado do corpo

O delegado Paulo Moraes, da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhou os trabalhos da perícia. A autoria e a motivação do assassinato ainda são desconhecidas.

A região é considerada de risco pelas forças de segurança devido à atuação de grupos criminosos e à existência de diversas rotas de fuga. No entanto, não há confirmação de que o homicídio tenha relação com organizações criminosas.

A DHPP investiga o caso. Informações que possam ajudar na identificação dos autores podem ser repassadas à polícia pelo telefone (96) 99170-4302.

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