TRE rejeita pedido de Furlan para afastar comando do Bope na reta final da campanha

Coronel Wilkson Santana, chefe do Bope. Coligação queria restringir participação de oito autoridades em operações relacionadas às eleições
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

Furlan queria emprego de tropas federais nas eleições. Foto: Arquivo

O presidente do TRE do Amapá (TRE), desembargador Carmo Antônio de Souza, rejeitou o pedido da coligação do candidato ao governo Antônio Furlan (PSD) para restringir a atuação de integrantes da cúpula da Segurança Pública nas operações relacionadas às eleições. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (2), a dois dias do primeiro turno. 

A coligação alegou que integrantes da Segurança manifestaram publicamente apoio ao governador e candidato à reeleição, Clécio Luís (União), o que, segundo a representação, colocaria em dúvida a neutralidade deles. Furlan não incluiu no pedido os cerca de 30 delegados que declararam apoio a ele. A ação julgada hoje em definitivo atingia o secretário de Segurança Pública, Cézar Vieira, o comandante-geral da PM, Márcio Allan Assunção, além de oficiais da PM e delegados da Polícia Civil.

Ao analisar o caso, o presidente do TRE afirmou que os elementos apresentados se restringiam a opiniões políticas pessoais e manifestações de preferência eleitoral. A decisão destaca que a legislação eleitoral não proíbe agentes da Segurança Pública de manifestarem preferência político-partidária, embora eventuais infrações disciplinares possam ser analisadas pelos órgãos competentes.

O magistrado também concluiu que não foram apresentados elementos concretos de ameaça à ordem pública ou de operações destinadas a restringir a locomoção dos eleitores ou o exercício do voto. O pedido para avaliar o emprego de força federal também foi rejeitado por falta de situação excepcional que justificasse a medida. 

Seles Nafes
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